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31/07/2026
Como a Inteligência Artificial pode fortalecer a captação de recursos e a sustentabilidade das Instituições Beneficentes
A Inteligência Artificial deixou de ser uma tecnologia do futuro. Ela já está presente no dia a dia das Instituições Beneficentes e Filantrópicas ao redor do mundo e começa, ainda que timidamente, a ganhar espaço também no Brasil. Entender essa tendência pode representar uma virada na forma de comunicar, captar recursos, gerir processos e ampliar o impacto social.

Um relatório de 2025 da TechSoup em parceria com a Tapp Network, com base em respostas de mais de 1.300 profissionais de organizações sem fins econômicos, mostrou que 85,6% das instituições já estão explorando ferramentas de Inteligência Artificial. O número impressiona, mas revela também um desafio, apenas 24% já utilizam IA para escrita de projetos.

No Brasil, o cenário ainda está engatinhando. Uma pesquisa inédita realizada pelo Canal Sabiar, Instituto Beja e pelo Centro de Estudos em Administração Pública e Governo da FGV, com 414 organizações do campo social brasileiro, mostrou que a maioria das instituições utiliza IA principalmente em áreas operacionais, como comunicação e criação de conteúdo. Mas, 42% alegam dificuldade por falta de habilidades, por isso, aplicações mais estratégicas, como captação de recursos e gestão financeira, ainda são pouco exploradas.

O desafio de manter as portas abertas

Quem está na gestão de uma Instituição Beneficente sabe que a sustentabilidade financeira é um desafio constante. Captar recursos exige muito mais do que elaborar um bom projeto: exige saber comunicar, planejar, organizar, ter uma boa gestão, provar credibilidade e, cada vez mais, capacidade de demonstrar impacto social de forma clara e mensurável.

A concorrência por editais públicos e privados cresceu e os critérios de seleção ficaram mais rigorosos. Fundos municipais, estaduais e federais, emendas parlamentares, incentivos fiscais, doações incentivadas e até captação internacional, existem e estão disponíveis, mas acessá-los exige preparo institucional. É nesse contexto que a Inteligência Artificial começa a aparecer como aliada.

Como a IA pode ajudar na captação de recursos

A tecnologia não escreve projetos sozinha e não substitui a credibilidade que uma instituição constrói ao longo dos anos. Mas ela pode facilitar muito o trabalho de quem capta recursos.

Na prática, as aplicações mais relevantes incluem organização e análise de banco de dados de apoiadores e doadores, identificação de oportunidades de editais alinhadas ao perfil da instituição, segmentação de campanhas de captação para públicos específicos, personalização de comunicações com apoiadores e potenciais financiadores, automação de tarefas repetitivas que consomem tempo da equipe, produção de conteúdos institucionais e relatórios de prestação de contas, e apoio na análise de dados para tomada de decisões.